A ARTE DA POLÍTICA CLASSISTA
março 4th, 2010 - EBSConsiderações do Deputado Coronel Queiroz sobre matéria publicada na Revista Segurança Pública, do Clube dos Oficiais, na Edição nº 26, de fevereiro de 2010, subscrita pelo seu presidente.
A vida é pródiga em revelar as facetas humanas. O cenário da política celebriza-se por propiciar os mais variados insumos para as exposições ideológicas. Ai está a beleza da pluralidade de idéias.
Como político, democrata por essência e republicano por vocação, admiro os debates, o processo dialético e as discussões em torno dos temas relevantes para o povo, para o Estado e para o governo, necessariamente nesta ordem.
Ao longo de quase 40 anos dediquei minha carreira de policial militar, representante classista, gestor público e parlamentar para captar as necessidades, os desejos e os anseios dos homens e mulheres que representei e represento. E o produto dessa trajetória é transparente e límpido, tanto que dispensa pirotecnias para alcançar o conhecimento público.
Quem é o PM Queiroz? Quem é o Coronel Queiroz? Quem é o Deputado Coronel Queiroz? São três perguntas que poderiam ser resumidas em uma só, pois uma só é a resposta. E a resposta é de conhecimento dos policiais militares e bombeiros militares que acompanham nossa trajetória à décadas.
Nesses quase quatro anos como Deputado Estadual, aprendi muito e ajudei a conquistar várias plataformas de dignificação do servidor público estadual, com especial ênfase para os militares da PMGO e do CBMGO. Tenho a humildade para reconhecer e confessar que não fui o único responsável por essas vitórias, apesar da nossa participação ativa. Todavia, aquele que acredita que as coisas só acontecem e existem por sua exclusiva participação e atuação aposta na ignorância de seus interlocutores e arroga para si atributos de onipotência, onipresença e onisciência, próprios da divindade, coisa que não aprendi e não sei fazer.
Cada ser humano reúne características próprias para viver e cada político, profissional ou não, e no meu caso não, também tem seu jeito para articular alianças, traçar argumentos, sustentar opiniões e realizar as obras para aqueles que representa. Uns digladiam-se, outros dialogam. Uns insultam, outros debatem. Uns difamam, outros trabalham.
Há aqueles ainda que se rebeldiam e radicalizam suas posturas, gritando e esbravejando, por destempero e desespero ante a falta de ideias, de proposições e de realizações; e há aqueles que em silêncio ouvem, refletem, dialogam e produzem.
Minhas vida e trajetória, tanto profissional quanto parlamentar, me posicionam dentre aqueles reflexivos, respeitosos e produtivos e jamais romperei com a ética da minha essência para amesquinhar-me em ataques ou vitupérios aos meus opositores ou adversários políticos.
Para aqueles que se utilizam dessas ferramentas de ataque e agressão desejo sorte, pois geralmente a prosperidade não acompanha quem se vale da desconstrução alheia para atingir seu desiderato. Desejo saúde, pois aquele que destila veneno, logo se contamina e padece pela insipiência, pelo ódio e pelo rancor, que são ingredientes patogênicos e cancerígenas. Desejo sucesso, pois quem sabe com um pouco de glória, possam focar seus objetivos em construir e realizar.
De qualquer forma, uma coisa posso afirmar, a arte da política classista é um aprendizado duro, que exige constante vigília, prudência, sensatez e espírito conciliador, pois do contrário, nada acontece. Para finalizar deixo uma mensagem para os adversários que se agravam com meu trabalho, extraída do cancionário valenciano: “Quem sabe, sabe, quem não sabe, sobra; cobra e caminha sem ter direção. Olha, a defesa é natural; cada qual para o que nasce. Cada qual com sua classe, seus estilos de agradar. Eu nasci pra trabalhar, outros nascem para a briga. Outro vive de intriga, outro vive a cruciar! Outros vivem de enganar, olha o mundo só presta assim. É um bom outro ruim e não tem jeito prá dá! Prá acabar de completar, quem tem o mel dá o mel. Quem tem o fel, dá o fel e quem nada tem nada dá!”
CORONEL QUEIROZ
DEPUTADO ESTADUAL










Novo mural