ASCENSÃO NA CARREIRA POLICIAL MILITAR:PELA DIGNIDADE DA TROPA

setembro 1st, 2009 - EBS

A Polícia Militar de Goiás completou 151 anos no dia 28 de julho passado. Nesse mais de século e meio foram vários os contextos de tratamento à tropa, ou seja, ao patrimônio que mais importa em qualquer corporação ou instituição. Sim! São os homens e as mulheres, policiais militares, os mais valiosos recursos de que dispõem nossa mais que sesquicentenária Polícia Militar.

Antigamente, no início da nossa história, na segunda metade do século XIX, eram os destemidos e bravos que vergavam a farda e ostentam revolveres e fuzis da então Força Policial. Muitos analfabetos! É verdade! Mas corajosos e prontos para enfrentar qualquer perigo, mesmo com o risco de morte.

Naquela época, Goiás era um estado reconhecidamente periférico. A população rural era cerca de quatro vezes a população urbana e somente no ano de 1900 ultrapassou-se o número de 250 mil habitantes em todo o estado.

A Polícia Militar da então Província de Goiás saltou de um efetivo inicial de 44 homens em 1858 e alcançou, na atualidade, cerca de 13 mil homens e mulheres. Esse efetivo tem a incumbência de garantir a proteção de uma população de mais de 5.6 milhões de pessoas, conforme pesquisa recente do IBGE, sendo que destes, 80% estão nas cidades.

A profissão policial militar é uma das mais penosas e desgastantes, ocupando o indesejável “status” de primeiro lugar dentre as mais estressantes, conforme pesquisa realizada pela ISMA-BR (International Stress Management Association) do Brasil em 2003. De acordo com a investigação, os principais motivos que levaram os analistas do ISMA a considerar essa profissão como a mais estressante são: a pressão do chefe, o medo da demissão, as longas horas de trabalho, conflitos interpessoais e a falta de tempo para a família e para realizar outras atividades fora do horário de trabalho, aos quais pode ser acrescida a mediação de conflitos dos mais diversos calibres nas comunidades onde atuam os policiais militares.

A pesquisa mostra ainda que 82% dos entrevistados apresentaram traços de ansiedade, seguidos de queixas de dores musculares (96%), angústia (78%), traços de agressividade (52%) e problemas gastrointestinais (32%). E, de acordo com os levantamentos realizados pelo Hospital da Polícia Militar (HPM), os policiais militares também são vulneráveis à depressão e ao alcoolismo, também conseqüência das atividades cotidianas de dedicação à segurança pública.

Enquanto líderes classistas, parlamentares e gestores públicos como podemos agir para reverter essa lógica perversa? Como valorizar o homem e a mulher que entregam sua saúde e, até mesmo, suas vidas para a proteção dos goianos? Enfim, como dignificar essas pessoas que por imposição legal e compromisso juramentado voluntário prometem defender seus concidadãos, mesmo com o risco da própria vida?

Essas perguntas ecoam em minha mente por décadas. Tanto é que no período em que passei no comando da PMGO (2003/2006), envidei todos os esforços e promovi as articulações com o Professor Jônathas Silva, então secretário da segurança pública e justiça, que, com sua serenidade, inteligência e sensibilidade, descortinou as barreiras legais e junto com a aquiescência e a aprovação do então governador Marconi Perillo, conseguimos a promoção de mais de 4 mil praças e oficiais. Foram tempos históricos, jamais relatados no almanaque de ascensão profissional da PM goiana.

Nesse período, foram mantidas em níveis razoáveis a confiança, a auto-estima e a esperança do policial militar em conseguir evoluir na carreira que abraçou. Em poder colocar no seu braço uma divisa ou aumentá-las, em amealhar os galardões do reconhecimento profissional, social e familiar por ostentar a graduação de cabo, sargento ou os postos do oficialato.

Por conta da atenção que todo servidor público merece, e em especial aquele da área de segurança pública, está sendo preparado institucionalmente pelo comando de nossa corporação, por meio da liderança do Coronel PM Carlos Antônio Elias, comandante geral e do Secretário de Segurança Pública Ernesto Roller, uma proposta de reorganização do Quadro de Organização e Distribuição do efetivo (QOD) que propiciará ao nosso grande governador Dr. Alcides Rodrigues Filho dar mais condições de trabalho e motivação para todos da nossa tropa, do soldado ao coronel.

Justiça seja feita, o Dr. Alcides Rodrigues tornou-se o governador que mais investiu na Segurança Pública, proporcionalmente ao tempo em que está no governo, considerados os mandatos individuais e, com certeza, continuará sendo, porque ao assumir o governo de Goiás manteve todos os nossos direitos e conquistas e tem trabalhado para prestigiar e garantir condições mais dignas de trabalho aos servidores da segurança pública goiana, e com um toque especial para a classe dos militares estaduais. Para conferir essa verdade bastam dois exemplos: a instituição dos subsídios, que colocou a PMGO e o CBMGO dentre os mais bem remunerados do país e, também, a locação de viaturas operacionais para gerar mais segurança e proteção para a comunidade e que logo estará estendido para todo o interior do estado.

Afinal de contas, o belo é vislumbrar o sorriso na face do ser humano respaldado pelos líderes de sua trajetória na vida castrense, pois, na sensibilidade do poeta é oportuno registrar que não sois máquinas, homens é que sois!

Matéria públicada no Diário da Manhã do dia 30/08


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Coronel Queiroz preside Comissão de Segurança Pública

setembro 1st, 2009 - EBS

A Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Coronel Queiroz (PTB), realizou na tarde desta segunda-feira, 31, audiência pública na Secretaria da Segurança Pública, com a presença do deputado José Nelto (PMDB), vice-presidente da Comissão e que inicialmente propôs a realização da audiência, e do secretário da Segurança Pública de Goiás, deputado licenciado Ernesto Roller (PP). Participaram, ainda, os parlamentares Marlúcio Perreira (PTB) e Miguel Ângelo (PMDB)  e vários outros representantes do segmento, para discutir o aumento da violência em Goiânia.

José Nelto disse que a violência e o roubo de carros aumentaram muito em Goiânia, desafiando a Polícia. Segundo o parlamentar, este é o momento em que a Corporação deve ter ação preventiva e investigativa junto aos ferros-velhos na capital. “Nós acreditamos no trabalho da Polícia e não podemos aceitar que essa onda de roubos continue na nossa capital, pois a população está ficando em pânico”, declarou.

Como vice-presidente da Comissão de Segurança, Jose Nelto defende uma ação dura e concreta por parte da Polícia e pede a volta da Rotam para minimizar os casos de violência. “Entre o bandido e o soldado eu fico com o soldado, pois o soldado defende o Estado e a população”, afirmou.

O secretário Ernesto Roller afirmou que o trabalho de Serviço de Inteligência da Polícia é uma luta diária que vem sendo realizada pela corporação. “Há pouco mais de 60 dias nós desbaratamos uma quadrilha. Mais de 40 pessoas foram presas e um grande número de veículos recuperados”, informou.

Segundo o secretário, novos equipamentos serão adquiridos para garantir a prevenção e para tornar a fiscalização mais eficiente. Roller disse ainda que a Rotam foi reequipada e reestruturada, para ser colocada à disposição da sociedade 24 horas por dia. “O nosso desafio é reduzir os números de violência  na Capital, para que o goiano possa viver com tranquilidade”, contou.

De acordo com o Coronel Queiroz, a tropa da Polícia será reforçada com a realização de concurso público, conforme informação repassada pelo secretário de Segurança Pública.


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CORONEL QUEIROZ HOMENAGEIA MAÇONS EM SESSÃO ESPECIAL

agosto 18th, 2009 - EBS

O deputado Coronel Queiroz (PTB) homenageou 30 ilustres membros da maçonaria goiana em virtude das comemorações do dia do maçon, celebrado anualmente no dia 20 de agosto.

A sessão realizou-se às 20 horas do dia 17 de agosto, no Plenário Getulino Artiaga da Casa, onde os maçons foram agraciados com a maior honraria do Legislativo goiano, a comenda Pedro Ludovico Teixeira.

Em seu discurso, o deputado frisou que “a maçonaria, desde seus primórdios, cuidou-se de agregar, por afinidade virtuosa, homens em irmandande consubstanciada na verticalidade da essência humana”. Destacou também que os maçons agraciados “são seres humanos que transbordam benevolência” por seus trabalhos “nas oficinas goianas com vistas ao esclarecimento das centelha crística que habita cada um de nós, iniciados ou não.”

Depois de enaltecer os grandes nomes da maçonaria em Goiás, o deputado coronel Queiroz finalizou desejando que “cada irmão homenageado e suas famílias recebam os cumprimentos e que continuem elevando as virtudes à verticalidade suprema, prossigam despindo-se das vicissitudes e, sobretudo, projetando os valores maçons com o fulcro de enobrecer nossas oficinas, dignificar a liberdade, robustecer a igualdade e praticar a fraternidade”, arrematou.


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APROVADO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA AUMENTO DO VALOR DO SERVIÇO EXTRA REMUNERADO(SER)

agosto 10th, 2009 - EBS

Por meio de uma soma de esforços entre o Deputado Coronel Queiroz, o comandante geral da PMGO, Coronel Antônio e o Secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, a Assembleia Legislativa promulgou e o senhor governador Alcides Rodrigues sancionou a Lei nº 16.674/2009 que alterou o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para R$ 1.440,00 (hum mil quatrocentos e quarenta reais) da indenização por serviço extraordinário, conhecido por Serviço Extra Remunerado (SER) para os policiais militares, bombeiros militares e policiais civis.

Essa é mais uma vitória que a segurança pública tem em Goiás. Com esse aumento, os servidores da segurança pública podem aumentar suas remunerações em até 53%. Vale ressaltar que, não faz muito tempo, o policial militar e o bombeiro militar eram obrigados a trabalhar em escalas extras e não recebiam nenhum centavo a mais por isso, podendo ainda serem punidos disciplinarmente, caso faltassem ao trabalho.

Isso acontecia em outro tempo. No tempo novo, o resgate da dignidade do profissional da segurança pública é uma constante e a defesa dos policiais militares e bombeiros militares está a cargo do Deputado Coronel Queiroz, um deputado verdadeiramente classista.

Confira o teor da lei aprovada:

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS
Gabinete Civil da Governadoria
Superintendência de Legislação

LEI Nº 16.674, DE 28 DE JULHO DE 2009.
 

  Dá nova redação ao art. 5º da Lei nº 15.949, de 29 de dezembro de 2006.A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS, nos termos do art. 10 da Constituição Estadual, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1° O art. 5º da Lei nº 15.949, de 29 de dezembro de 2006, acrescido de parágrafo único, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 5º A indenização por serviço extraordinário – AC4 – será atribuída ao militar e ao policial civil pela prestação de serviços operacionais fora de suas escalas normais de trabalho, para fazer face a despesas extraordinárias, a que estão sujeitos, conforme as circunstâncias de cada caso, não podendo exceder a R$ 1.440,00 (um mil, quatrocentos e quarenta reais), conforme instruções normativas a serem baixadas pelos Comandantes-Gerais e Delegado-Geral, respectivamente.

Parágrafo único.  VETADO.” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, 28 de julho de 2009, 121o da República.

ALCIDES RODRIGUES FILHO
Ernesto Guimarães Roller

(D.O. de 04-08-2009)

Este texto não substitui o publicado no D.O. de 04-08-2009.

 


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LISTA DOS POLICIAIS MILITARES HOMENAGEADOS COM A COMENDA PEDRO LUDOVICO TEIXEIRA, NO DIA 03 DE AGOSTO DE 2009, NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE GOIÁS

agosto 10th, 2009 - EBS

O deputado coronel Queiroz homenageou 88 policiais militares no dia 03 de agosto de 2009, com a comenda Pedro Ludovico Teixeira, pelos relevantes serviços prestados à segurança publica goiana e em especial à Polícia Militar de Goiás. Esse é o terceiro ano consecutivo que a Assembleia Legislativa goiana realiza essa solenidade por iniciativa do Deputado Coronel Queiroz. Veja na íntegra a lista dos homenageados desse ano:

1.      Adelina da Cunha Araújo – 1° Tenente PM

2.      Adílio Vitor de Oliveira – Capitão PM

3.      Alberto Manoel da Costa – 3° Sargento PM

4.      Alci Antônio Santos de Morais – 1° Tenente PM 

5.      Altair Paulo Soares – Soldado PM

6.      Amaury Alves Oliveira (corregedoria) – 3° Sargento PM

7.      Andre Henrique Avelar de Souza – Major PM

8.      Arley Cassiano de Souza – Soldado PM

9.      Avenilton da Silva Ribeiro – 2° Sargento PM

10.  Carlos Alberto dos Santos – Sub. Tenente PM

11.  Carlos Henrique da Silva – Major PM

12.  Carlos Jacinto da Silva – Sub. Tenente PM

13.  Carlos José Batista Júnior – 1° Tenente PM

14.  Cláudia Maria de Souza – 2° Sargento PM

15.  Clayton Moreira Borges – Sub. Tenente PM

16.  Cristiano Durans da Silva – Soldado PM

17.  Dercimar Medeiros da Silva – Cabo PM

18.  Divino Rodrigues – 1° Sargento PM

19.  Donizete Bernardo da Silva – 3° Sargento PM

20.  Durvalino Câmara dos Santos Júnior – 1° Tenente PM

21.  Edmar Ribeiro da Silva – Soldado PM – RR

22.  Edsson Candido Ribeiro – Capitão PM

23.  Elicanor Bueno de Castro – 1° Sargento PM

24.  Eliza Francisca da Silva Rodrigues – 2° Sargento PM

25.  Elton José Pinheiro – Capitão PM

26.  Elysângela Seixo Cuêlho Silva – Soldado PM

27.  Eraldo Candeira do Nascimento – 3° Sargento PM Vereador

28.  Geraldo Flávio Syrio Carneiro – 2° Tenente PM

29.  Gerônimo Gonçalves Xavier – Sub. Tenente PM

30.  Gilmar Pacífico de Melo – 3° Sargento PM

31.  Helder Círio da Silva – Capitão PM

32.  Heloisa Rosa de Brito – Capitão

33.  Henrique Stefli de Souza – 1° Tenente PM

34.  Hérika Gomes Falcão – 1° Tenente PM

35.  Ilton Tavares dos Santos – 3° Sargento PM

36.  Itamar José de Oliveira – Soldado PM

37.  Ivaldi Alves de Freitas – 2° Sargento PM

38.  Jefferson Mendes de Aquino – 1° Sargento PM

39.   João Batista de Oliveira – Coronel RR

40.  João Divino Rodrigues de Melo – 1° Tenente PM

41.  Joeli Maria Apinagés – 2° Tenente PM

42.  Jonas Souza da Rocha – Soldado PM 

43.  Joneval Gomes de Carvalho Júnior – Capitão

44.  Jorge Luiz Marreiros Saldanha – Capitão PM

45.  José Inácio de Paula – 1° Sargento PM

46.  José Maria de Lima – 2° Sargento PM

47.  José Rodrigues da Costa Neto – Soldado RR

48.  Juliano Rodrigues Correia – 2° Sargento PM

49.  Jurai Alves de Sousa – Coronel PM

50.  Kamila Parente Carneiro – Soldado PM

51.  Lamberto de Souza Barbosa – 1° Sargento PM

52.  Leonardo Rodrigues Nogueira – Cabo PM

53.  Lívio Adriano de Oliveira – 2° Tenente PM

54.  Luis Carlos Gonçalves de Sousa – 3° Sargento RR

55.  Luiz Alberto Sardinha Bites – Major PM

56.  Luiz Cairo e Silva – 1° Sargento PM

57.  Luiz Carlos de Abreu – Soldado PM

58.  Luiz Jacinto Duarte – Coronel RR

59.  Magno Antônio Mariani – Tenente Coronel PM

60.  Marcilene Guimarães Teles – Cabo

61.  Marco Aurélio Godinho – Capitão

62.  Maria Aparecida de Oliveira – 3° Sargento PM

63.  Marineide de Jesus da Mata – Soldado PM

64.  Mauro Sales de Araújo – Tenente Coronel

65.  Milton Antonio Ananias – Tenente Coronel PM

66.  Mozaniel Luciano da Luz – Soldado

67.  Narciso Pereira de Carvalho – Soldado PM Vereador 

68.  Nilton Pedro da Silva – 2° Sargento PM

69.  Ozanir Gonçalves Itacarambi – Coronel PM

70.  Paulo Sérgio Maciel Pereira – Soldado PM

71.  Raimundo Nonato Araújo Aguiar – Capitão PM

72.  Renan Nahás de Gouvêa – Major PM

73.  Renato Brum dos Santos – Major PM

74.  Ricardo Rocha Batista – Major PM

75.  Rogério Debram da Silva – 1° Sargento PM

76.  Ronildo Ferreira da Cruz – Tenente PM

77.  Rosidan Divino Abreu – 1° Tenente PM

78.  Rubens Ferreira da Silva – 2° Tenente PM

79.  Sílvio Batista Gonçalves – 1° Sargento PM

80.  Valdivino Jesuino Pereira – 1° Sargento PM

81.  Valteir de Souza Silva – 1° Tenente PM

82.  Vanderlei Carlos Medeiros – Major PM

83.  Victor Dragalzew Junior – Tenente Coronel PM

84.  Vorigues Messias de Castro Júnior – Soldado PM

85.  Weligton Rodrigues – Tenente Coronel PM

86.  Werlen Talassi de Oliveira – Soldado PM

87.  Zildemar da Silva Morais – Soldado PM 

88.  Zilmar de Almeida Silveira Santos – Soldado PM


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POLÍCIA MILITAR: 151 ANOS EVOLUINDO COM GOIÁS

agosto 10th, 2009 - EBS

Poucas instituições são presentes em todas as sociedades ao longo da história. Diria até que são perpétuas em face da sua necessidade em qualquer regime de governo. Desde as cidades-Estado gregas até os Estados atuais as atividades policiais são registradas pelos historiadores e estudiosos. O termo ‘polícia’ tem origem no radical grego polis, do qual também decorre a palavra ‘política’. Para Artur Trindade, pesquisador social, a palavra ‘polícia’ é usada para descrever a constituição e organização da autoridade coletiva enquanto que a origem etimológica do termo ‘política’ remonta ao exercício dessa autoridade.

Outro grande estudioso da etimologia do termo “polícia”, Jean Monet, afirma também que a sua origem vem das palavras latina politia e grega politeia e argumenta que designavam o conjunto de normas atinentes à administração, incluindo a ordem pública, moralidade e salubridade.

Estes têm sido alguns dos atributos da Polícia Militar de Goiás desde sua organização no ano de 1858, sob a batuta de Januário da Gama Cerqueira, então presidente da Província de Goyas, tempo em que seu efetivo inaugural era de apenas 44 homens. Desde esse período pré-republicano, o Estado de Goiás experimentou diversas fases políticas, econômicas e, também, diversos modelos que orientaram a atuação da nossa gloriosa e mais que sesquicentenária Polícia Militar e sua relação com o povo goiano.

Politicamente, no início do século passado, Goiás foi liderado por grandes nomes que, em suas épocas, foram destacados por contribuir com o desenvolvimento e o progresso da, então, chamada periferia do Brasil. Nomes como Bulhões Jardim, Fleury Curado e Ramos Caiado, tiveram desempenhado cada qual, ao seu tempo e ao seu modo, importante papel na história goiana. Da mesma forma, a economia que antes se baseava no extrativismo aurífero, transformou-se em pecuária e expandiu-se saltando de pouco mais de 100 mil cabeças no ano de 1860, para mais de 20 milhões em 2007.

A polícia militar goiana acompanhou os paradigmas da administração pública. No primeiro quartel do século XX era predominante o Patrimonialisno. No dizer do professor e ex-secretário da segurança pública e justiça, Jônathas Silva: tempo em que se confundia a “res publica” com a “cosa nostra”. No patrimonialismo, o aparelho do Estado funcionava como uma extensão do poder do soberano e os seus auxiliares possuíam status de nobreza real.

Conforme leciona Bresser Pereira, os cargos eram considerados prebendas. A res publica não se diferenciava da res principis (coisa do rei). Em consequência, a corrupção e o nepotismo eram inerentes a esse tipo de administração e o modelo policial predominante era o chamado de Polícia Política. Nessa época, a polícia era uma extensão do poder das elites políticas. A atividade precípua das polícias, caracterizadas como intervencionistas, resumia-se ao encarceramento dos indivíduos considerados desordeiros e ameaçadores. Os cargos policiais eram, em sua maioria, ocupados por indivíduos indicados por essas elites.

No momento em que o capitalismo e a democracia se tornaram dominantes, o mercado e a sociedade civil passaram a se distinguir do Estado. E neste novo momento histórico, a administração patrimonialista tornou-se uma excrescência inaceitável.

A estrada de ferro foi um marco na vida de Goiás, de perto seguida pela construção da nova capital: Goiânia. O ano de 1933 ingressou para a história de Goiás ao batizar o nascimento de uma das mais prosperas e procuradas cidades para migração por parte de diversos irmãos vindos de todo o Brasil e que, por essa razão, cresceu muito e rápido, por meio do fenômeno “Marcha para o Oeste”. Nessa fase predominou a política dos Ludovico Teixeira.

Importante de se notar que o engenheiro Atílio Correa Lima e o urbanista Armando de Godói, arquitetos de Goiânia, não a projetaram para apenas 50 mil habitantes, como muitos divulgam erroneamente. Ao contrário, o plano previa um sistema, posteriormente desrespeitado, que capacitaria Goiânia para 800 mil pessoas, com o mesmo design da cidade de Versalles, na França.

Basta comparar as plantas do centro da nossa capital com os arredores do Palácio de Versalles que se percebe a semelhança. Percebe-se que, estando na década de 30, os arquitetos tiveram uma visão muito audaciosa. Isso é que se pode chamar de visão de futuro! 

A PMGO seguiu seu destino e deixou para traz em 1936 a Vila Boa. A área adquirida em junho de 1863 – a qual serviu de sede do Comando da Corporação por 73 anos Fo destinada à instalação do 6º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão Vila Boa) e, também do Museu da PMGO. Nos anos seguintes, inaugurou-se, em 11 de junho de 1940 , a Academia de Polícia Militar que ficou reconhecida internacionalmente pela qualidade dos estudos, da formação e da especialização em assuntos de polícia e segurança pública.

Nos idos de 1950, já se sentido o efeito das transformações da Era Vargas, Goiânia era pujante com uma população de quase 54 mil habitantes. Se considerado o aglomerado composto por Trindade, Goianira e Nerópolis eram quase 80 mil pessoas. Em 1955 foi criada a CELG. Em 1960 foi criado o embrião do que se tornaria a SANEAGO, o então Departamento Estadual de Saneamento (DES). Na década de 1960, no governo Borges Teixeira, foram criadas a METAGO, a EFOMAGO, que no passado recente serviu de sede para o extinto Centro de Formação e Aperfeiçoamento da PMGO (CFAP), em Senador Canedo  e a IQUEGO.

Com o declínio do modelo patrimonialista de administração pública e do paradigma de polícia política surgiram a práxis administrativa Burocrática e o paradigma de atuação policial profissional (Polícia Profissional) como forma de combater a corrupção e o nepotismo. David Bayley destacou que a profissionalização da polícia, “no período moderno”, era “considerada essencial para uma administração eficiente. Era um axioma da reforma progressiva”.

Os princípios orientadores do seu desenvolvimento eram e são a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese, o poder racional legal e o controle dos processos à priori.

Todavia, o grande salto do Estado de Goiás para ingressar no século XXI, e junto dele a PMGO, foi a administração gerencial adotada nos governos do Tempo Novo. Marconi Perillo e Alcides Rodrigues foram baluartes da modernidade ao romper com um ciclo burocrático de funcionamento do Estado voltado para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir à sociedade.

A ineficiência, a auto-referência, a incapacidade de voltar-se para os serviços importantes aos cidadãos, próprios de um modelo ultrapassado, foram desprezados. A reforma do Estado passou a ser orientada predominantemente pelos valores da eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos e pelo desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações e focada nos resultados.

A PMGO cresceu 50 anos em 11. Descentralizou-se e conta hoje com 14 grandes comandos regionais, quase 40 batalhões, quase 40 Companhias Independentes e outras tantas unidades de apoio, conta também com a importante presença dos colégios da Polícia Militar nas cidades de Anápolis, Rio Verde e Itumbiara, além das três unidades da Capital,  para desenvolvimento da educação goiana.

Atualmente destacou-se no cenário nacional com políticas públicas modernas concebidas com o objetivo de garantir aos policiais militares condições de ascensão à carreira de forma célere, isonômica e calcada na meritocracia, o que possibilitou a promoção de quase cinco mil praças e oficiais nesse período; também se implantou um plano de salários que posicionou a tropa goiana dentre as mais bem remuneradas do País e espera-se, para breve, com o saneamento das contas do Estado, o adimplemento da data-base das categorias.

As estratégias de desenvolvimento afloraram para além do eixo motivacional da tropa e contemplaram, também, a estrutura e o processo operacional da corporação. Com um ousado programa de qualidade, todos os procedimentos operacionais foram mapeados e aperfeiçoados por policiais militares com renomada conceituação técnica e foi instituído o Procedimento Operacional Padrão (POP), que se sustenta hoje como um ícone para a modernização do modus faciendi de segurança pública, exportando para diversas forças o modelo goiano.

A PMGO, ao completar 151 anos de existência, sob o comando de um dos mais inteligentes gestores que o Estado de Goiás já produziu, Coronel QOPM Carlos Antônio Elias, prepara-se para aperfeiçoar a cultura de Polícia Comunitária e disseminá-la por toda a tropa, incutindo saberes que priorizam as relações de respeito e cumplicidade entre o povo e a polícia na resolução dos problemas de segurança pública. Este é um novo ciclo que se sustentará com a continuidade de políticas que priorizam a dignidade do ser humano, fomentadas pelo Secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, e terá, como um dos pontos principais, o reordenamento do Quadro de Organização de Efetivo da PMGO propiciando a ascensão à carreira militar de forma mais rápida e justa.

Como nos ensina a tribo indígena guaiás, da qual decorre a denominação de Goiás, por meio do Tupy “gwa ya” que significa: indivíduo igual, gente semelhante, da mesma raça. Todos nós militares ou civis, fardados ou paisanos, urbanos ou rurais somos um só povo, uma só gente e hoje temos motivos para festejar nossa instituição que evoluiu com nosso Estado e com nossa gente. Parabéns Polícia Militar de Goiás. Parabéns policiais militares. Parabéns todos os goianos.

 CORONEL QUEIROZ

DEPUTADO ESTADUAL

Matéria públicada no Jornal Diário da Manhã no dia 1º/08/09.


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